Os detalhes que podem colocar você à frente na fila do consulado
Governo da Itália — A corrida pela cidadania italiana promete ganhar força em 2026, e ter um sobrenome de origem peninsular segue como ponto de partida estratégico para milhares de brasileiros.
- Em resumo: Sobrenome italiano ajuda, mas só a prova documental garante o passaporte europeu.
Por que o sobrenome não basta para bater o martelo
Autoridades consulares reiteram que o processo é regido pelo princípio jurídico do jus sanguinis; logo, a linha de descendência precisa ser demonstrada com certidões que remontem ao antepassado nascido na Itália. De acordo com levantamento citado pela BBC News Brasil, cerca de 30 milhões de brasileiros têm algum grau de ascendência italiana, mas menos de 5% conseguem reunir toda a papelada necessária a tempo de protocolar o pedido.
“Ter o sobrenome Rossi, Bianchi ou Ferrari é apenas o começo; sem a certidão original de nascimento do ascendente italiano, o consulado não reconhece o direito”, reforça nota informativa do Ministério das Relações Exteriores da Itália.
Como transformar o sobrenome em passaporte: passos práticos
Especialistas sugerem começar pela busca de registros em cartórios e paróquias locais, onde estão guardados documentos de imigração do final do século XIX. Outra dica é consultar arquivos digitais regionais na Itália, que desde 2020 vêm sendo indexados por fundos públicos. O investimento em genealogia profissional também encurta o tempo: atualmente, escritórios especializados entregam dossiês prontos em até seis meses, frente a uma espera média de dois anos quando o requerente faz tudo sozinho.
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Crédito da imagem: Divulgação / Olhar Digital