Decisão relâmpago coloca em xeque políticas migratórias dos EUA
Estados Unidos – Na última semana, o governo Donald Trump surpreendeu ao transportar, sob custódia, 15 requerentes de asilo sul-americanos para a República Democrática do Congo, prática incomum que acendeu o sinal de alerta entre organismos de direitos humanos.
- Em resumo: Grupo foi levado sem aviso prévio para o continente africano, driblando rotas de deportação tradicionais.
Operação sigilosa e rota atípica chamam atenção
Advogados de imigração afirmam que os deportados aguardavam resposta a pedidos de asilo quando foram colocados em um voo fretado que cruzou o Atlântico. Segundo levantamento da Reuters, Washington vinha testando novos destinos para estrangeiros considerados “sem país de destino definido”.
“Na semana passsada, o governo de Donald Trump levou para a República Democrática do Congo, à revelia, 15 sul-americanos requerentes de asilo.”
Especialistas temem precedente de alcance global
Analistas recordam que, em 2019, as remoções realizadas pelo Serviço de Imigração e Controladoria de Alfândega já haviam superado 267 mil casos, mas quase todos direcionados ao hemisfério ocidental. Levar latino-americanos à África eleva o custo logístico, dificulta acompanhamento jurídico e pode violar a Convenção de 1951, apontam membros da ONU.
Organizações como a Human Rights Watch alertam que a República Democrática do Congo enfrenta instabilidade política e surtos de ebola, oferecendo riscos adicionais aos deportados. De acordo com a American Immigration Council, menos de 2% das apelações contra deportação em 2020 receberam decisão favorável, cenário que, somado à nova prática, amplia a preocupação de famílias e consulados sul-americanos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters