Guerra Israel-EUA com Irã dispara custos e corta ajuda global

ELIANE RIBAS SCHEMELER
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Relatives and friends of Amal Khalil, a veteran correspondent for the daily newspaper Al-Akhbar who was killed in a reported Israeli airstrike in southern Lebanon, mourn at her home in the village of Bisariyeh on April 23, 2026. An Israeli airstrike killed the Lebanese journalist and wounded another on April 22, while they were working near the border with Israel, according to their employer and rescuers. (Photo by MAHMOUD ZAYYAT / AFP)

ONG alerta que diesel duplicou de preço e famílias ficarão sem socorro

Norwegian Refugee Council (NRC) – Em nota divulgada recentemente, a entidade revelou que a escalada de tensão militar entre Israel, Estados Unidos e Irã gerou um salto no preço de combustíveis e alimentos, encarecendo operações humanitárias em todo o planeta.

  • Em resumo: Mais caro para transportar, alimentar e manter hospitais, menos gente recebe ajuda.

Diesel caro trava comboios e fecha torneiras de água potável

Segundo o secretário-geral Jan Egeland, os 1.500 veículos do NRC agora rodam com um custo até duas vezes maior. Ele lembra que o diesel sustenta desde caminhões de mantimentos até geradores que bombeiam água em assentamentos de deslocados. Reportagem da agência Reuters mostra que o barril do petróleo subiu mais de 15% desde o início das hostilidades, efeito que chega quase instantaneamente às bombas em países vulneráveis.

“Temos menos recursos para mais necessidades; inevitavelmente, menos pessoas serão atendidas este ano”, afirmou Egeland.

Efeito dominó atinge comida, escolas e hospitais

Além do combustível, o NRC cita alta expressiva no preço de grãos, o que pressiona contratos de cestas básicas distribuídas a famílias deslocadas. Organizações ligadas à ONU calculam que o custo médio de um kit alimentar subiu 27% em 12 meses. O impacto não se limita à mesa: hospitais movidos a geradores a diesel e escolas que dependem de transporte escolar já relatam cortes de turnos e redução de atendimentos.

Em 2023, o número de deslocados forçados no mundo ultrapassou 110 milhões, segundo o ACNUR. Com orçamentos estrangulados, especialistas temem um “apagão humanitário” em regiões como Sahel, Iêmen e Gaza, justamente onde a demanda cresce mais rápido.

O que você acha? As ONGs conseguirão driblar a alta de custos ou veremos uma crise sem precedentes? Para acompanhar outras análises sobre o cenário global, acesse nossa editoria Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação / Reuters

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