Suspeita de “mesada” de R$ 300 mil força recuo estratégico do partido
Progressistas (PP) – O partido decidiu adiar o ato que selaria apoio à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, após a Polícia Federal vasculhar endereços do presidente da sigla, senador Ciro Nogueira, na Operação Compliance Zero.
- Em resumo: Cerimônia marcada para a segunda-feira (11) não tem nova data e expõe fragilidade da articulação.
Operação da PF coloca Ciro Nogueira no centro das atenções
Segundo a investigação, o senador recebia pagamentos mensais de pelo menos R$ 300 mil do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em troca de favores políticos – informação detalhada pela Reuters. A PF listou ainda compra de participação societária com desconto, quitação de despesas pessoais e uso de bens de alto valor como indícios do esquema.
A Polícia Federal classificou Nogueira como o “destinatário central” das vantagens indevidas atribuídas ao empresário investigado.
Impacto imediato na corrida eleitoral paulista
Aliados de Tarcísio admitem que a exposição negativa de Nogueira fragiliza o palanque governista e pode atrasar a montagem da coligação com outras legendas do Centrão. Ainda assim, dirigentes asseguram que o PP “permanece firme” na chapa.
No curto prazo, o governador pretende justificar o adiamento citando sua presença na posse de Kassio Nunes Marques no TSE, marcada para terça-feira (12). Analistas lembram que o PP tem histórico de oscilar entre governos federais desde 2016 e que, em São Paulo, a legenda busca espaços estratégicos em secretarias estaduais para fortalecer sua base municipal antes das eleições de 2026.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Senado