Cidade gaúcha acorda em cenário de “pós-guerra” após rajadas inéditas
Sant’Ana do Livramento registrou, na manhã de quinta-feira (7), um vendaval tão intenso que transformou ruas em labirintos de destroços e interrompeu serviços básicos em poucos minutos.
- Em resumo: Ventos superiores a 120 km/h derrubaram centenas de árvores e deixaram bairros inteiros sem energia.
Rajadas arrancam telhados e isolam bairros inteiros
De acordo com a Defesa Civil, as rajadas ultrapassaram a marca de furacão de categoria 1, provocando danos estruturais severos a escolas, hospitais e residências. Imagens compartilhadas por moradores mostram postes retorcidos, veículos esmagados e casas sem cobertura. Conforme destacou o G1, a concessionária local levou horas para restabelecer o fornecimento de energia aos pontos críticos.
“O forte temporal que atingiu o município no começo da manhã deixou um cenário de destruição espalhado por diferentes bairros”, informou a Defesa Civil em nota oficial.
Histórico de extremos climáticos na fronteira: por que voltou a ocorrer?
Localizada na chamada “rota dos ciclones”, a fronteira gaúcha é vulnerável a linhas de instabilidade vindas do Uruguai. Em 2020, um evento semelhante gerou ventos de 110 km/h na mesma região. Meteorologistas apontam que o aquecimento anômalo do Atlântico Sul, somado à presença do fenômeno El Niño, cria combustível extra para tempestades severas. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) já emitiu cinco alertas laranja para rajadas acima de 100 km/h somente neste inverno, número 40% maior que a média da última década.
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Crédito da imagem: Divulgação / MetSul