Plano quer acelerar adoção de IA e reduzir dependência de importações
Emirados Árabes Unidos – Recentemente, o premiê Mohammed bin Rashid al-Maktoum confirmou a criação de um fundo nacional de 1 bilhão de dirhams (US$ 272 milhões) para blindar a base industrial do país, afetada por ataques aéreos iranianos que balançaram a economia nas últimas semanas.
- Em resumo: nova injeção de capital mira cadeias críticas e expansão do uso de inteligência artificial.
Dirham a dirham: onde o dinheiro será aplicado
Segundo informações compiladas pela Reuters, o fundo priorizará três frentes: produção local de itens estratégicos, resiliência logística e automação baseada em IA. A medida se alinha à estratégia “Operation 300 Bn”, que pretende elevar a participação da indústria no PIB dos EAU para AED 300 bilhões até 2031.
“The fund will support the localisation of vital industries, enhance supply chain resilience, and accelerate the adoption of artificial intelligence technologies in production, operations, and planning,” detalhou al-Maktoum no X.
Geopolítica pressiona; diversificação responde
Os bombardeios iranianos expuseram a dependência dos EAU de rotas externas de suprimentos, especialmente para setores de energia, saúde e defesa. Ao apostar em fábricas domésticas e robótica, Abu Dhabi busca repetir o modelo saudita de reshoring industrial e reduzir custos logísticos que, segundo o Banco Mundial, já encareceram até 15 % no Golfo desde 2022.
Especialistas lembram que o país avança também no hidrogênio verde e em acordos de livre-comércio, o que poderá potencializar o novo fundo. Se o plano atingir a meta, analistas do Gulf Economic Forum projetam um salto de US$ 33 bilhões na produção fabril até 2027, criando 13 mil empregos qualificados.
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Crédito da imagem: Divulgação / Middle East Eye