Blue Origin recupera propulsor do New Glenn e pressiona a SpaceX

Fernanda Soares Sassi
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Manobra inédita indica nova fase da corrida de foguetes reutilizáveis

Blue Origin recuperou, na manhã de domingo (19), o propulsor reutilizado do gigantesco foguete New Glenn após decolagem às 7h25 (horário de Brasília), intensificando a rivalidade direta com a SpaceX.

  • Em resumo: booster pousou em plataforma no Atlântico e o satélite da AST SpaceMobile entrou em órbita diferente da planejada.

Como a recuperação foi executada

Logo após lançar o satélite de comunicações, o estágio do New Glenn se separou e iniciou a descida controlada, concluindo um pouso vertical nove minutos e meio depois. Esse processo, semelhante ao praticado pela rival de Elon Musk, foi possível graças a motores BE-4 novos e sistemas de navegação atualizados, conforme detalhou a empresa em transmissão ao vivo. Especialistas ouvidos pelo Canaltech apontam que a repetibilidade do hardware pode cortar até 70% dos custos de uma missão orbital.

“O propulsor pousou com sucesso em uma plataforma flutuante no Oceano Atlântico quase nove minutos e trinta segundos depois da decolagem.” — comunicado oficial da Blue Origin.

Por que isso muda o jogo para contratos da NASA e mercado de satélites

Esta foi a primeira vez que o mesmo propulsor do New Glenn voou duas vezes, algo crítico para o cronograma da missão Artemis, na qual a companhia de Jeff Bezos disputa módulos lunares com a SpaceX. Quanto mais rápido os boosters retornarem às plataformas e forem recondicionados, maior a cadência de lançamentos — fator decisivo em contratos governamentais de bilhões de dólares.

Historicamente, a SpaceX já realizou mais de 250 pousos bem-sucedidos de propulsores Falcon 9, criando uma barreira de experiência. No entanto, a Blue Origin parece agora reduzir a distância: o voo de novembro passado marcou a primeira recuperação, e a tentativa fracassada de janeiro de 2025 serviu de aprendizado para os ajustes anunciados neste fim de semana.

Ainda que o satélite da AST SpaceMobile tenha alcançado uma órbita diferente da desejada, analistas do mercado lembram que a própria SpaceX enfrentou desafios semelhantes em seus primeiros testes. O ponto central permanece: a capacidade de reutilização drástica dos componentes reduz preço, aumenta a oferta de janelas de lançamento e atrai novos clientes comerciais.

O que você acha? A façanha da Blue Origin aproxima a empresa da liderança em voos reutilizáveis? Para mais notícias sobre inovação espacial, acesse nossa editoria de tecnologia.


Crédito da imagem: Divulgação / Blue Origin

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Fernanda Soares Sassi é Diretora de Redacão do MPV , com foco em tecnologia, inovação e tendências digitais. Atua na produção de conteúdos sobre novidades do setor tecnológico, redes sociais, inteligência artificial e impacto da tecnologia no cotidiano. Seu trabalho busca apresentar informações de forma clara e atualizada, ajudando o leitor a entender as transformações digitais e como elas influenciam a vida moderna.