Mansão funcionava como base de estelionato bancário e expõe novo modus operandi
Polícia Civil de São Paulo prendeu, recentemente, dez suspeitos de operar uma central de golpes telefônicos instalada em um imóvel de alto padrão no Jardim São Luís, zona sul da capital.
- Em resumo: Jovens de 18 a 24 anos usavam “call center” para se passar por bancos e roubar dados.
“Call center do crime” tinha estrutura profissional
No endereço, os investigadores encontraram 23 celulares, dez notebooks e um caderno com roteiros detalhados para convencer vítimas a informar senhas e tokens. A cena, segundo os agentes, lembrava um teleatendimento corporativo, prática já mapeada em outras operações, como mostrou reportagem do G1 sobre fraudes digitais.
“Os golpistas se passavam por funcionários de bancos para induzir as vítimas a passarem dados pessoais”, registrou o boletim de ocorrência.
Fraudes bancárias avançam e setor reage
Dados da Febraban apontam que as tentativas de phishing e engenharia social cresceram 165% em 2023, impulsionadas pela popularização do Pix. Para conter perdas, instituições adotam autenticação biométrica e campanhas educativas, mas especialistas alertam que quadrilhas migram para estruturas maiores e mais organizadas, como a descoberta agora.
Entre os detidos, dois já eram investigados: um por integrar esquema de “falso leilão” e outro por rifas ilegais, sinalizando reciclagem de criminosos em diferentes fraudes. Todos permanecem presos por estelionato e associação criminosa.
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Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Civil