ChatGPT falha em diagnósticos graves e médicos disparam alerta

Fernanda Soares Sassi
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Precisão dos chatbots despenca quando pacientes descrevem sintomas por conta própria

ChatGPT — O popular chatbot da OpenAI, ao lado de Gemini e Grok, virou fonte recorrente de autoconsulta médica nos últimos meses, mas novas pesquisas apontam riscos concretos para quem troca o consultório por respostas automatizadas.

  • Em resumo: interação humana fez a acurácia cair de 95% para 35% em cenários clínicos simulados.

Estudos expõem limite da IA na saúde

Testes conduzidos pelo Laboratório de Raciocínio com Máquinas da Universidade de Oxford revelaram que, quando recebem todas as informações corretas de uma só vez, os chatbots obtêm até 95% de acerto. Porém, ao conversar com 1,3 mil voluntários que repassavam sintomas aos poucos — como acontece na vida real — a taxa de êxito despencou para 35%, segundo noticiou a BBC News.

“O público está usando essas ferramentas, mas as respostas muitas vezes são apresentadas com convicção e estão erradas”, alertou Chris Whitty, diretor médico da Inglaterra.

Por que isso importa para quem recorre ao ‘Dr. Google 2.0’

Especialistas lembram que modelos de linguagem foram desenhados para prever texto, não para substituir diagnóstico profissional. O Instituto Lundquist, na Califórnia, testou situações sobre câncer, vacinas e nutrição e classificou mais da metade das réplicas como problemáticas, algumas sugerindo até terapias sem eficácia comprovada.

No Brasil, a discussão ganhou força depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou, em março, a primeira regra que impede diagnósticos automáticos por IA e garante ao paciente o direito de recusar seu uso. O movimento segue tendência de países europeus, que exigem revisão médica obrigatória em qualquer sistema digital de aconselhamento clínico. Para quem depende de telemedicina, a recomendação é usar chats apenas como material educativo e sempre confirmar informações com um profissional habilitado.

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Crédito da imagem: Divulgação / BBC

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Fernanda Soares Sassi é Diretora de Redacão do MPV , com foco em tecnologia, inovação e tendências digitais. Atua na produção de conteúdos sobre novidades do setor tecnológico, redes sociais, inteligência artificial e impacto da tecnologia no cotidiano. Seu trabalho busca apresentar informações de forma clara e atualizada, ajudando o leitor a entender as transformações digitais e como elas influenciam a vida moderna.