Chefe do Exército de Israel descarta cessar-fogo no Líbano

ELIANE RIBAS SCHEMELER
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Joudi Khreiss, a displaced Lebanese girl from the southern village of Khiyam, near the border with Israel, runs toward her family shelter in a makeshift encampment, amid a temporary ceasefire between Lebanon and Israel, in Beirut, Lebanon April 27, 2026. REUTERS/Zohra Bensemra

Declaração reforça tensão na fronteira e frustra esforços diplomáticos

Eyal Zamir, chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), afirmou que não há “qualquer cessar-fogo” com o Líbano, sinalizando que as operações militares no país vizinho vão prosseguir sem prazo para terminar.

  • Em resumo: General diz que tropas continuarão a “remover ameaças” e impedir fogo direto contra comunidades israelenses.

Ofensiva persiste mesmo após milhares de vítimas

Durante visita recente a soldados destacados no sul do Líbano, Zamir destacou que a missão definida pela liderança política é manter uma linha defensiva capaz de barrar ataques transfronteiriços. Em suas palavras, a prioridade é “localizar e eliminar terroristas”, estratégia mantida apesar dos alertas humanitários levantados por órgãos internacionais.

“Na frente de combate, não existe cessar-fogo; vocês continuam lutando”, declarou o general, conforme relato divulgado pelo comando militar israelense.

Entenda o contexto regional e os riscos futuros

Desde 2 de março, as ações israelenses resultaram em pelo menos 2.290 mortos e deslocaram cerca de 1,2 milhão de pessoas em território libanês, segundo dados militares. O confronto se insere em um histórico de choques com o Hezbollah, grupo aliado do Irã que domina o sul do Líbano. Especialistas apontam que qualquer escalada pode arrastar outras potências regionais para o conflito, elevando o risco a rotas energéticas no Mediterrâneo e pressionando os preços internacionais do petróleo.

O que você acha? A declaração de Zamir deixa margem para uma escalada ainda maior na região? Para acompanhar todos os desdobramentos, acesse nossa editoria Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação / Reuters

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