Partido pressiona enquanto ex-governador endurece discurso em São Paulo
Ciro Gomes anunciou, no último sábado (25), que só revelará em maio se aceitará a indicação do PSDB para concorrer à Presidência da República, mas já deixou claro que sua possível quinta campanha virá carregada de críticas ao Supremo Tribunal Federal.
- Em resumo: decisão sobre candidatura sai em maio; STF vira alvo principal do discurso.
Pressão sobre o STF vira trunfo retórico
Diante de filiados tucanos na capital paulista, o ex-ministro afirmou que “não é razoável que ministros estejam todos os dias nas páginas policiais”, atacando diretamente a imagem da Corte. Ele também rejeitou a indicação de Jorge Messias para a vaga de Luís Roberto Barroso, ampliando uma pauta que já domina outros pré-candidatos, segundo levantamento do G1.
“Estou cansado da política, mas a gravidade econômica e institucional do país me obriga a avaliar”, disse Ciro durante o encontro partidário.
Quinta corrida presidencial? Histórico pesa no tabuleiro
Se confirmar o nome, o cearense repetirá 1998, 2002, 2018 e 2022. No currículo, ele carrega o governo do Ceará (1991-1994) e passagens pelos ministérios da Fazenda (1994) e da Integração Nacional (2003-2006). Analistas lembram que, apesar de quatro derrotas, Ciro manteve média de 12% dos votos válidos nas últimas eleições, índice suficiente para embaralhar alianças de centro.
Dentro do PSDB, lideranças como Aécio Neves apostam na combinação de experiência administrativa e discurso anticrime institucional para reposicionar a sigla após o esvaziamento de 2022. A presença do ex-prefeito Paulo Serra no evento sinaliza costura regional que mira, também, o Palácio dos Bandeirantes.
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Crédito da imagem: Divulgação / JP Imagem