Relato de mãe evidencia prática que resiste mesmo sob proibição legal
Colômbia – O drama de uma colombiana que descobriu a filha de 6 meses mutilada pela própria avó acendeu alerta para um problema que persiste, apesar de leis rígidas e campanhas de saúde: a mutilação genital feminina (MGF).
- Em resumo: País é o único da América Latina com registros contínuos de MGF, sobretudo em comunidades indígenas e afrodescendentes.
Raiz cultural e riscos à saúde
A prática, ainda comum em algumas etnias do Pacífico, é vista como rito de passagem, mas reportagem da BBC News ressalta que não há justificativa médica e a Organização Mundial da Saúde aponta complicações como infecções, hemorragias e traumas psicológicos.
“Minha avó mutilou minha filha às escondidas com apenas 6 meses”, relatou a mãe, mostrando como o costume atravessa gerações mesmo entre famílias conscientes dos riscos.
Leis, vigilância e mobilização feminina
Desde 2007, a MGF é crime na Colômbia, sujeito a até 12 anos de prisão. Ainda assim, o Ministério da Saúde estima que centenas de meninas sejam submetidas ao corte todos os anos. Grupos de mulheres organizam oficinas educativas e articulam denúncias às autoridades locais, inspiradas em iniciativas de países africanos que conseguiram reduzir o índice em até 30% na última década, segundo dados da Unicef.
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Crédito da imagem: Divulgação / BBC News