Entenda por que a marca histórica não significa pleno emprego
IBGE – Na divulgação desta quinta-feira (30), o órgão confirmou que a taxa de desocupação foi de 6,1% entre janeiro e março de 2026, o menor nível já observado para um primeiro trimestre desde o início da série em 2012. Ainda assim, o indicador superou o 5,1% registrado no fim de 2025, evidenciando a típica perda de fôlego pós-festas.
- Em resumo: 6,6 milhões de brasileiros seguem à procura de trabalho, 19,6% a mais que no trimestre anterior.
Sazonalidade pesa, mas informalidade cai
A coordenadora de pesquisas domiciliares do instituto, Adriana Beringuy, atribui a alta momentânea a contratos temporários encerrados no comércio e no setor público municipal. Tendência semelhante, segundo dados compilados pela Reuters, foi observada em outros mercados latino-americanos no início do ano.
“A redução do contingente de trabalhadores ocorreu em atividades que tipicamente apresentam esse comportamento; seja pelo recuo no comércio, seja pelo fim de contratos temporários em educação e saúde”, explicou Beringuy.
O que a nova fotografia do mercado de trabalho indica
Mesmo com a oscilação, a parcela de trabalhadores informais recuou para 37,3% (38,1 milhões) – a terceira queda consecutiva. Já os postos com carteira assinada somaram 39,2 milhões, alta de 1,3% em 12 meses. Para analistas, o movimento reforça a migração gradual para vagas formais, tendência apoiada pelos 228 mil empregos criados em março, de acordo com o Caged.
Em perspectiva histórica, esta é a primeira vez que o país combina desemprego abaixo de 7% no início do ano com inflação sob controle e juros em viés de baixa, cenário que pode destravar novas contratações no segundo semestre, sobretudo em serviços e construção civil.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil