El Niño pode mudar clima do RS em 2026, alerta meteorologista

Deivid Jorge Benetti
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À espera do fenômeno, gaúchos buscam respostas sobre novas enchentes

El Niño – A previsão de que o aquecimento do Pacífico volte a influenciar o clima gaúcho em 2026 reacende o temor de enchentes, mas meteorologistas insistem que o cenário ainda é de atenção, não de alarme.

  • Em resumo: Há 61% de probabilidade de El Niño se formar entre maio e julho, elevando o risco de chuvas acima da média no segundo semestre.

Fenômeno segue neutro, mas sinais de aquecimento já preocupam

Cesar Lafayette, meteorologista aposentado da Base Aérea de Canoas, lembra que a fase atual é neutra, sem influência direta do El Niño. Ainda assim, modelos oceânicos apontam aquecimento progressivo do Pacífico Equatorial. Levantamento recente da GZH mostra que as anomalias de temperatura da superfície do mar passaram de 0,3 °C para 0,5 °C em apenas quatro semanas, limite que antecede a configuração oficial do fenômeno.

“Estamos em período neutro. Se o aquecimento persistir, o El Niño deve se configurar e alterar o regime de chuvas no RS”, afirma Lafayette.

Impacto histórico e como o RS pode se preparar

Nos eventos fortes de 1997/1998 e 2015/2016, estações do Instituto Nacional de Meteorologia registraram volumes até 40 % acima da média entre agosto e outubro no estado. O excesso de precipitação causou prejuízos agrícolas de mais de R$ 3 bilhões, segundo a Confederação Nacional da Agricultura. Para 2026, o agrônomo Adilson Copetti explica que produtores já avaliam escalonar o plantio de soja e milho para reduzir perdas em caso de excesso de umidade.

Especialistas destacam que o El Niño não foi o gatilho da enchente de 2024, provocada por um bloqueio atmosférico que concentrou frentes frias sobre o Vale do Taquari. Mesmo assim, a memória recente do desastre reforça a importância de planos de contingência municipais, limpeza de arroios e atualização de sirenes de alerta.

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Crédito da imagem: Divulgação / Agência GBC

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CEO e fundador com atuação em Porto Alegre e região metropolitana. Comunicador e produtor de conteúdo jornalístico, lidera a criação de reportagens, coberturas ao vivo e projetos multimídia voltados à informação local, com presença ativa nas redes sociais e plataformas digitais. À frente do MPV, desenvolve um trabalho independente focado em dar visibilidade a temas de interesse público, aproximando a comunidade das notícias do dia a dia com linguagem acessível e dinâmica. Seu trabalho se destaca pela agilidade na apuração, proximidade com o público e compromisso com a informação. .