Levantamento aponta papel vital dos parques na resiliência climática da capital gaúcha
Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus) divulgou recentemente um relatório que detalha a biodiversidade das quatro Unidades de Conservação (UCs) de Porto Alegre, evidenciando a presença de espécies raras e ameaçadas e reforçando a necessidade de proteção contínua dessas áreas.
- Em resumo: 323 espécies de fauna e 281 de flora foram catalogadas, incluindo o vulnerável gato-do-mato-pequeno.
Gato-do-mato e bugio-ruivo expõem urgência da proteção
Entre os registros mais alarmantes estão o Leopardus guttulus e o Alouatta guariba clamitans, ambos listados como vulneráveis em âmbito nacional. O dado reforça tendência nacional apontada por estudo do BBC News sobre perda de habitat, que alerta para o avanço das cidades sobre ecossistemas sensíveis.
“Estes dados corroboram com a estratégia de preservação que vem sendo desenvolvida pela Smamus para estas áreas protegidas, com o objetivo de conservar a biodiversidade e para a resiliência ambiental de Porto Alegre”, destaca a diretora de Áreas Verdes, Verônica Riffel.
O que muda na gestão ambiental da capital
Com mais de 2.700 hectares sob proteção municipal, Porto Alegre reforça planos de manejo que incluem cercamento de trilhas sensíveis, monitoramento por armadilhas fotográficas e programas de educação ambiental voltados à comunidade local. As novas informações também podem destravar verbas federais e parcerias com universidades para pesquisa em longo prazo, prática já adotada em capitais como Curitiba e Florianópolis.
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Crédito da imagem: Divulgação / Smamus