Estação ganha potência de desktop em formato móvel
HP equipa a próxima missão da Estação Espacial Internacional com mais de 100 workstations ZBook Fury G9, preparados para lidar com experimentos científicos e comunicação crítica em gravidade zero.
- Em resumo: notebooks trazem 128 GB de RAM e Core Ultra 9 “secreto” para sustentar pesquisas cada vez mais complexas.
Testes extremos antes do lançamento
Para sobreviver à microgravidade, cada ZBook passou por dois anos de ensaios térmicos, vibrações e campos eletromagnéticos. Segundo levantamento do TechCrunch, apenas 30% dos protótipos enviados por fabricantes costumam cumprir todos os requisitos da NASA na primeira tentativa.
“Os ZBook Fury G9s dão início à próxima geração de computação espacial, com armazenamento aprimorado, bateria avançada e mais memória para missões cada vez mais complexas”, destaca a HP.
Por que tanto poder de fogo em órbita?
Cada experimento rodando na ISS gera terabytes de dados brutos que precisam ser processados localmente, já que a largura de banda de uplink não passa de 600 Mbps. Com 8 TB de SSD em RAID, os novos notebooks reduzem a dependência de downlink para a Terra e diminuem atrasos em pesquisas de biologia, física de fluidos e observação climática.
A aposta em um Core Ultra 9 HX vPro sugere que a Intel está testando sua próxima linha de chips de alto desempenho em condições extremas, algo semelhante ao que aconteceu com os antigos ThinkPads A31p enviados em 2003. Naquele período, as máquinas tinham apenas 512 MB de RAM; hoje, os 128 GB DDR5 do Fury G9 representam um salto de 25 000% em capacidade de memória.
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Crédito da imagem: Divulgação / HP