Trump manda atirar para matar em barcos no Estreito de Ormuz

ELIANE RIBAS SCHEMELER
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Petróleo mundial em risco enquanto Casa Branca dobra a aposta militar

Donald Trump escalonou a retórica contra o Irã ao confirmar que a Marinha dos EUA tem ordem direta para “atirar a matar” em qualquer barco que tentar minar o Estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de 20% do petróleo global.

  • Em resumo: Ordem de fogo imediato pretende neutralizar 159 embarcações iranianas já listadas como ameaça.

Por que Ormuz virou gatilho geopolítico

O estreito separa o Golfo Pérsico do Golfo de Omã e, segundo a BBC News, é o ponto mais sensível para o fluxo de energia no planeta. Nas últimas semanas, Teerã reforçou ações de “interdição de segurança”, enquanto Washington instalou minas de rastreamento e enviou porta-aviões à região.

“São TODOS, os 159 barcos inimigos, agora no fundo do mar”, alardeou o presidente em sua rede social Truth, ao justificar a nova regra de engajamento.

Impacto econômico e lembranças históricas

O precedente mais próximo ocorreu em 1988, quando a Operação Earnest Will resultou em choques diretos entre as duas marinhas. Analistas recordam que cada interrupção de Ormuz eleva imediatamente o barril de petróleo em até 10 USD nos mercados futuros, pressionando inflação mundial e, consequentemente, eleições norte-americanas.

Além disso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo já discute rotas alternativas via oleodutos na Arábia Saudita e Emirados Árabes, mas a capacidade máxima desses corredores não cobre todo o volume diário que hoje depende de Ormuz.

O que você acha? A ordem de Trump dissuade ou aproxima um confronto aberto no Golfo? Para acompanhar nossos próximos desdobramentos, acesse a editoria de Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação / Reuters

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