Coalizão defensiva tenta garantir petróleo e evitar atritos com Teerã
União Europeia – O bloco prepara uma força-tarefa de dragagem de minas e escolta militar para restabelecer o tráfego no Estreito de Ormuz assim que houver cessar-fogo no Irã, deixando os Estados Unidos de fora da operação.
- Em resumo: Europa quer retomar a rota que carrega 20% do petróleo mundial sem a chancela de Washington.
Exclusão dos EUA pode destravar diálogo com o Irã
Diplomatas franceses defendem que uma missão sem bandeira norte-americana seria mais palatável a Teerã. Já Londres teme reação da Casa Branca, segundo revelou o Wall Street Journal citando fontes ouvidas pela Reuters.
“Diplomatas avaliam que excluir os EUA tornará a missão mais aceitável para o Irã”, afirma o relatório obtido pelo jornal.
Peso estratégico do Estreito e risco para o mercado global
Cerca de um quinto do petróleo consumido no planeta transita diariamente pelos 39 km de largura de Ormuz, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). Qualquer bloqueio prolongado pressiona preços e logística de fertilizantes, afetando cadeias agrícolas.
Analistas lembram que, em 2019, um incidente parecido elevou o barril Brent em 4% em poucas horas. A nova coalizão europeia pretende neutralizar esse cenário com navios caça-minas franceses, fragatas britânicas e apoio logístico de Omã.
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Crédito da imagem: Reuters / Divulgação