Religião forte não compensa falhas em serviços públicos, diz estudo
Finlândia — país nórdico que há sete anos ocupa o primeiro lugar no Relatório Mundial da Felicidade — voltou a deixar o Brasil fora do top 40, evidenciando que bem-estar vai além de simpatia e manifestações de fé.
- Em resumo: Estrutura social sólida garante vantagem finlandesa, enquanto o Brasil depende de sentimentos individuais.
O que faz um povo realmente feliz?
A pesquisa, conduzida por universidades de referência e chancelada pela ONU, compara 150 nações em critérios como renda per capita, expectativa de vida saudável, suporte social e percepção de corrupção. De acordo com dados publicados pela Reuters, a Finlândia manteve a liderança graças a educação pública universal, baixíssima desigualdade e forte confiança nas instituições.
“Felicidade brasileira está mais ligada à fé do que à solidez das estruturas do país, diferentemente da Finlândia, que é considerada o país mais feliz do mundo.”
Brasil: alto astral x indicadores econômicos
Mesmo famoso pelo clima festivo, o Brasil caiu duas posições em relação ao ano passado e agora figura na 49ª colocação. Especialistas apontam que insegurança, inflação persistente e gargalos em saúde e transporte corroem a sensação de bem-estar coletivo, apesar de laços familiares fortes e intensa vida religiosa.
Para efeito de comparação, o gasto governamental finlandês em proteção social ultrapassa 30% do PIB, quase o dobro do brasileiro. Além disso, o país nórdico mantém uma das menores taxas de homicídio do mundo, fator que influencia diretamente a percepção de futuro seguro — item central no relatório.
O que você acha? A qualidade dos serviços públicos seria capaz de elevar o “jeitinho” brasileiro ao mesmo patamar de felicidade dos escandinavos? Para mais análises sobre indicadores globais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images