Juros elevados e petróleo caro atraem fluxo bilionário ao país, dizem analistas
Brasil – Segundo gestores de megafundos internacionais, o país vive um ciclo raro em que alta de commodities, juros domésticos acima de dois dígitos e real valorizado se combinam para turbinar a chegada de capital estrangeiro.
- Em resumo: Selic robusta, petróleo em alta e câmbio estável impulsionam aportes externos.
Real firme e entrada recorde de dólares
De janeiro a abril, o fluxo cambial já superou US$ 15 bilhões, quase o dobro do mesmo período de 2023, segundo dados do Banco Central. A moeda brasileira acumula valorização próxima de 5 % no ano frente ao dólar, desempenho que coloca o real entre as que mais ganham força em 2024, de acordo com levantamento da Reuters.
“É uma combinação perfeita de preços de exportação favoráveis e taxa de juros atrativa”, aponta relatório de uma gestora norte-americana com US$ 120 bi em ativos.
O que pode mudar esse quadro
Embora o cenário atual seja positivo, analistas monitoram a trajetória de cortes da Selic — atualmente em 10,50 % ao ano — e a possibilidade de o Federal Reserve manter juros altos por mais tempo. Caso a diferença entre as taxas dos EUA e do Brasil diminua, parte dos recursos pode migrar novamente para Treasuries. Outro ponto de atenção é a tramitação da nova meta fiscal no Congresso, crucial para manter a confiança na política econômica.
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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images