Resolução sobre uso da força é adiada na ONU e aumenta tensão no Golfo Pérsico
Irã – Em nota divulgada recentemente, a missão iraniana na ONU avisou que qualquer movimento militar “provocador” no Estreito de Ormuz pode transformar um conflito localizado em uma crise regional de grandes proporções.
- Em resumo: Teerã reagiu ao adiamento, no Conselho de Segurança, da votação que permitiria o emprego de força internacional no estreito estratégico.
ONU divide potências e posterga decisão
A proposta, que contou com resistência explícita de China, Rússia e França, buscava autorização para proteger navios civis que atravessam Ormuz. Segundo a agência Reuters, diplomatas pediram mais tempo para costurar um texto de consenso e evitar veto duplo no Conselho.
“Qualquer ação provocadora no estreito certamente complicará a situação da guerra na região”, alertou a delegação iraniana em comunicado oficial enviado a Nova York.
Por que o Estreito de Ormuz importa tanto
Local de passagem de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no planeta, o corredor marítimo é considerado o termômetro da segurança energética mundial. Em crises anteriores, um único incidente elevou imediatamente o preço do barril; a simples ameaça de intervenção militar costuma disparar prêmios de risco nos mercados futuros.
Especialistas lembram que, além das patrulhas norte-americanas, Reino Unido e Arábia Saudita mantêm presença naval fixa na área, aumentando a probabilidade de choque inadvertido. Para Teerã, qualquer mandato internacional de uso da força poderia ser interpretado como “luz verde” para operações ofensivas, sobretudo após o recrudescimento dos combates em Gaza.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters