Bloqueio coloca preços do petróleo sob pressão imediata e frustra trégua regional
Irã voltou a interditar o Estreito de Ormuz na última quarta-feira (8) e sinalizou que poderá abandonar o cessar-fogo costurado com os Estados Unidos caso os bombardeios israelenses no Líbano prossigam, reacendendo temores de um choque de oferta de energia em escala global.
- Em resumo: Teerã fechou a principal artéria do petróleo mundial e ameaçou retomar ataques se o confronto avançar.
Pressão sobre rota vital de energia assusta mercados
Cerca de 20% do petróleo consumido no planeta atravessa diariamente o Estreito de Ormuz, segundo estimativas da Agência Internacional de Energia. A decisão iraniana, divulgada inicialmente pela rede estatal IRINN e repercutida pela Reuters, acendeu o alerta em armadores e seguradoras que já vinham cobrando prêmios de risco mais altos desde a escalada em março.
“Qualquer extensão da ofensiva obrigará o Irã a suspender o cessar-fogo e manter Ormuz fechado”, declarou Ebrahim Rezaei, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, em rede social.
Bombardeios israelenses ampliam custo humano no Líbano
Enquanto Teerã endurece o tom, as Forças de Defesa de Israel confirmaram ataques a mais de 100 alvos no sul do Líbano e em Beirute em apenas dez minutos. O Ministério da Saúde libanês fala em dezenas de mortos e centenas de feridos, além de mais de 1 milhão de deslocados desde 2 de março. Analistas alertam que, mesmo com eventual reabertura de Ormuz, o fluxo de navios pode levar meses para normalizar, prolongando a pressão sobre os preços dos combustíveis.
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