Baixa adesão ao ato de Itaquera acende alerta no Planalto
Lula – pela terceira vez desde que retomou o Palácio do Planalto, o presidente viu o Dia do Trabalhador perder força nas ruas e, irritado, admitiu publicamente que “o ato foi mal convocado”, criticando a própria equipe de articulação social.
- Em resumo: Comícios esvaziados, cobrança a ministros e anúncio de novo Desenrola Brasil marcam o 1º de Maio de 2024.
Críticas internas em meio a derrotas no Congresso
Do palco montado no estacionamento da Neo Química Arena, Lula apresentou seus ministros e apontou falhas na mobilização popular, mencionando explicitamente o secretário-geral Márcio Macedo. O episódio ocorre logo após derrotas legislativas e queda de popularidade, cenário que, segundo analistas ouvidos pela CNN Brasil, pressiona o governo a recuperar a narrativa trabalhista.
“Não fizemos o esforço necessário para levar a quantidade de gente que era preciso levar”, reclamou o presidente em discurso transmitido ao vivo.
Desenrola 2.0 e fim da escala 6×1: promessa de alívio financeiro
Na véspera do feriado, Lula falou em cadeia nacional e confirmou o lançamento do Desenrola Brasil 2.0 para 4 de maio, prevendo juros de 1,99% e descontos de até 90%, com uso de até 20% do FGTS para renegociação. Também destacou o projeto de lei que reduz a jornada para 40 horas semanais sem corte salarial, encerrando a histórica escala 6×1.
Especialistas estimam que o programa poderá destravar até R$ 80 bilhões em crédito no segundo semestre, aliviando famílias e aquecendo o varejo—ainda que o impacto fiscal permaneça sob escrutínio de economistas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Jovem Pan