Imbróglio tarifário pressiona Brasil e EUA às vésperas de nova rodada comercial
Presidente Lula – Recentemente, o líder brasileiro encaminhou ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a proposta de criar um grupo técnico capaz de desmontar o “tarifaço” bilateral dentro de 30 dias, abrindo caminho para um acordo comercial relâmpago.
- Em resumo: Lula quer técnicos dos dois países negociando, sem parada, para cortar sobretaxas que hoje encarecem aço, alumínio e alimentos.
Por que o prazo de 30 dias assusta o mercado
A velocidade sugerida por Brasília é incomum em disputas tarifárias, que costumam levar anos na Organização Mundial do Comércio. Segundo analistas ouvidos pela Reuters, a janela apertada pressiona Washington a responder antes que o tema vire munição eleitoral em ambos os países.
“Propusemos um grupo de trabalho com poder decisório para apresentar solução em 30 dias; não faz sentido punir produtores dos dois lados”, declarou Lula a assessores, conforme relato do Planalto.
O que está em jogo para a balança Brasil-EUA
Em 2023, os Estados Unidos absorveram US$ 19,8 bilhões em produtos brasileiros, mostram dados do ComexStat. Aço, alumínio e carnes – hoje taxados em até 25% desde decretos de 2018 assinados por Trump – representam quase um terço desse montante. Se o corte sair, siderúrgicas nacionais como Gerdau e CSN ganham fôlego imediato, enquanto importadores norte-americanos reduzem custos logísticos.
Especialistas lembram que o aceno de Lula ocorre num momento em que Joe Biden, provável oponente de Trump em novembro, também avalia rever barreiras herdadas. O movimento pode colocar o Brasil como primeiro beneficiário de uma détente tarifária mais ampla.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ricardo Stuckert