Mercado Livre é acusado após embalagem com 32 currículos vazados

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Vazamento de dados coloca comércio eletrônico sob pressão

Mercado Livre — A plataforma virou centro de uma polêmica depois que uma consumidora recebeu o pedido protegido por 32 currículos impressos, material que exibia endereços, telefones e históricos profissionais, potencialmente violando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

  • Em resumo: Documentos de candidatos foram usados como “plástico-bolha”, gerando críticas e ameaça de denúncia à ANPD e ao Procon.

Falha operacional expõe dados sensíveis

A loja parceira Doces Biba, sediada em São Paulo, reconheceu o erro e chamou o episódio de “falha operacional no descarte de materiais”. Em nota publicada no Instagram, a proprietária prometeu revisar protocolos internos e suspender novos envios até concluir a auditoria. Segundo apuração do Canaltech, o post da cliente já superou 2,3 milhões de visualizações.

“É uma coisa TÃO ABSURDA que eu só consigo sentir raiva disso! Pegaram o currículo de pessoas que estão precisando de emprego para embalar mercadoria, expondo dados pessoais e importantes para qualquer um!!!”, escreveu a usuária no X em 29 de março.

LGPD prevê multas de até R$ 50 milhões

A exposição de informações como CPF, endereço e histórico profissional configura dado pessoal e, portanto, está sujeita às penalidades da LGPD. A legislação estipula multas de até 2% do faturamento — limitadas a R$ 50 milhões por infração — para empresas que tratem dados de forma inadequada. Desde sua vigência, em 2020, a ANPD tem intensificado investigações, principalmente em incidentes envolvendo varejo on-line, setor que concentrou 18% dos vazamentos reportados no último ano, segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Especialistas em privacidade lembram que o simples compartilhamento não autorizado já configura violação, independentemente de ter havido uso malicioso. “O dano aqui é duplo: à pessoa física, que perde o controle das próprias informações, e à reputação da empresa, que passa a ser vista como descuidada”, avalia o advogado Bruno Lobo, professor de Direito Digital na USP.

O que você acha? Situações como essa afetam sua confiança nas compras on-line? Para acompanhar outras notícias sobre proteção de dados e e-commerce, acesse nossa editoria de tecnologia.


Crédito da imagem: Divulgação / Canaltech

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