Número recorde de óbitos em centros de detenção aumenta pressão sobre Washington
ICE – O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos confirmou que o cubano Denny Adan Gonzalez, 33 anos, foi encontrado inconsciente em 28 de abril no Centro de Detenção de Stewart, na Geórgia, e declarado morto menos de uma hora depois, em um caso tratado como possível suicídio.
- Em resumo: é a 18ª morte registrada pelo ICE apenas nos quatro primeiros meses de 2026.
Escalada de detenções sob política de deportação em massa
Desde que o presidente Donald Trump reforçou a estratégia de prisões migratórias em 2025, a população custodiada saltou de 40 mil para 60 mil pessoas, segundo dados compilados pela Reuters. Para especialistas, o aumento rápido pressiona a infraestrutura carcerária e eleva o risco de falhas médicas e de segurança.
“Estamos profundamente tristes e levamos muito a sério o falecimento de qualquer indivíduo sob nossos cuidados”, afirmou Ryan Gustin, porta-voz da operadora privada CoreCivic, responsável pelo complexo de Stewart.
Orçamento bilionário prevê 99 mil detidos por ano até 2029
Um pacote aprovado pelo Congresso em 2025 garante fundos extras ao ICE para quase duplicar a capacidade de encarceramento até o fim da década. Documentos orçamentários projetam média anual de 99 mil imigrantes nos anos fiscais de 2026 e 2027, sinalizando que centros como Stewart — localizado em uma zona rural da Geórgia — permanecerão lotados.
Organizações de direitos humanos alertam que a terceirização para gigantes prisionais, como a própria CoreCivic, agrava a falta de transparência em auditorias independentes. Levantamento da American Civil Liberties Union indica que, em instalações privadas, as ocorrências de autolesão são 22% mais altas do que em unidades federais comparáveis, intensificando o debate sobre supervisão clínica e protocolos de saúde mental.
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Crédito da imagem: Divulgação / AP