Temperaturas a 150 m de profundidade quebram padrões e antecipam mudanças climáticas
NOAA – Em relatório divulgado recentemente, a agência norte-americana mapeou uma bolha de água até 5 °C mais quente do que a média entre 100 m e 200 m de profundidade no Pacífico Equatorial, sinal considerado clássico de um El Niño robusto.
- Em resumo: calor submarino raro aumenta probabilidade de um El Niño forte ainda neste ano.
Subsuperfície “ferve” e já distorce termômetros de superfície
Os modelos de previsão de clima sazonal passaram a apontar mais de 80% de chance de El Niño entre junho e agosto, segundo projeções compiladas pela Reuters. O aquecimento abaixo da lâmina d’água tende a emergir nas próximas semanas, elevando também a temperatura da superfície do mar.
“As águas abaixo da superfície do Pacífico Equatorial, entre 100 m e 200 m de profundidade, registram aquecimento extraordinário, em níveis raramente observados na história moderna, prenunciando um El Niño forte.”
Impacto: chuvas extremas, seca e agricultura em alerta
Climatologistas lembram que episódios fortes de El Niño, como os de 1997-1998 e 2015-2016, deslocaram a banda de umidade mundial, provocando enchentes no Sul do Brasil e estiagem severa na Amazônia e no Sudeste Asiático. Safras de soja, milho e café costumam sofrer variações bruscas de rendimento, enquanto a pesca peruana registra quedas drásticas de anchovetas.
Meteorologistas sul-americanos também monitoram o impacto na temporada de furacões do Atlântico, que tende a ser menos ativa, e no derretimento de geleiras nos Andes, potencializando riscos hídricos para grandes centros urbanos.
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Crédito da imagem: Divulgação / NOAA