Capacitação, crédito e sustentabilidade entram no radar da juventude rural
Porto Alegre – Entrou em vigor a Lei nº 14.531, que inaugura o Programa de Apoio ao Jovem Agricultor e pretende virar a chave da sucessão rural ao combinar capacitação técnica com incentivo financeiro para moradores de 18 a 35 anos.
- Em resumo: Prefeitura promete cursos, assistência e linhas de crédito a novos produtores urbanos e rurais.
Por que a cidade corre para segurar talentos no campo
A prefeitura admite que a falta de mão de obra jovem ameaça a produção local. O plano prevê aulas de agroecologia, gestão e comercialização, além de kits de insumos e mediação com bancos públicos. A iniciativa ecoa programas bem-sucedidos citados pelo GZH, em que pequenas hortas geraram renda acima da média do salário mínimo.
“Quando o campo vai bem, a cidade vai bem”, afirmou o prefeito Sebastião Melo ao sancionar a medida, lembrando a recente Feira dos Produtores Rurais em Belém Velho.
Potencial de impacto ultrapassa a zona rural
Dados do IBGE indicam que 30 % da área de Porto Alegre ainda é classificada como rural. No entanto, apenas 8 % dos proprietários têm menos de 35 anos. Ao colocar essa faixa etária no centro da política, o município tenta frear o êxodo e, de quebra, abastecer feiras orgânicas e programas de alimentação escolar. Especialistas apontam que cada R$ 1 investido em agricultura urbana retorna R$ 2,80 em benefícios socioeconômicos, do emprego à segurança alimentar.
O que você acha? Iniciativas assim realmente conseguem manter o jovem no campo ou faltam outras políticas? Para acompanhar mais conteúdos sobre o estado, acesse nossa editoria de Rio Grande do Sul.
Crédito da imagem: Divulgação / Prefeitura de Porto Alegre