Regras apertam criadores na eleição de 2026 e ampliam risco de punição
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vem reforçando, desde janeiro, orientações sobre o que influenciadores podem — e não podem — fazer nas redes durante a próxima corrida presidencial, que terá forte transmissão no YouTube e em outras plataformas.
- Em resumo: qualquer post pago pedindo voto sujeita criador e candidato a multas que podem chegar a R$ 30 mil.
“Publis” políticos continuam proibidos
A legislação eleitoral veda contratação ou pagamento de criadores para exaltar nomes nas redes. Mesmo manifestações “espontâneas” não podem ser impulsionadas nem monetizadas. Especialistas lembram que o problema não é novo: em 2022 o TSE já derrubou conteúdos suspeitos, e, segundo relato da Reuters, a Corte endureceu as regras contra desinformação digital.
“Se o influenciador age como empresa, ele entra em duas ilicitudes: propaganda paga e participação de pessoa jurídica”, explica a advogada Amanda Cunha.
Fiscalização digital enfrenta zona cinzenta
Campanhas agora buscam “apoios orgânicos” de microcriadores, enquanto o TSE aposta em inteligência artificial para rastrear conteúdo irregular. O tribunal lançou a websérie “V de Verdade”, distribuída no YouTube, e negocia ações com a Meta para identificar impulsionamentos suspeitos. Em paralelo, plataformas como WhatsApp e TikTok impuseram limites a disparos em massa, reduzindo brechas vistas em 2018.
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Crédito da imagem: Divulgação / g1