Produtor revela bastidores e cuidados para representar terreiros sem folclore
Anitta – Em entrevista divulgada recentemente, a artista e o produtor Felipe Britto explicam como os quatro capítulos visuais do álbum “EQUILIBRIVM” foram pensados para celebrar as religiões de matriz africana com pesquisa, consultoria e zero concessão ao fetichismo.
- Em resumo: nenhum símbolo sagrado foi usado como simples “cenário”, reforça Britto.
Respeito como ponto de partida
A equipe da Ginga Pictures trabalhou com religiosos e pesquisadores para validar referências, prática que ganhou atenção global após casos de apropriação cultural em videoclipes, aponta um relatório da Rolling Stone. Britto lembra que, desde a primeira reunião, Anitta trouxe cartelas de cor, fotografias de terreiros e notas sobre rituais que fazem parte de sua vivência.
“Não dá pra usar elementos sagrados como cenário decorativo. A intenção sempre foi de exaltação, não de espetacularização”, frisou o produtor.
Locação sustentável e voz dos convidados
As filmagens ocorreram no Ibiti Projeto, em Minas Gerais, parque estadual conhecido por iniciativas de regeneração ambiental. A escolha dialoga com o conceito de equilíbrio defendido no disco e ecoou na participação da artista no “Domingão com Huck”, da Globo. Além disso, feats como Rincon Sapiência e KING Saints opinaram sobre figurinos e enquadramentos, prática que, segundo analistas de mercado, reforça identidade coletiva e engajamento do público.
Dados do Observatório de Música Brasileira indicam que obras com forte componente cultural autêntico tendem a registrar até 35 % mais permanência em plataformas de streaming. O cuidado visual, portanto, não é apenas simbólico: converte-se em retenção e receita.
O que você acha? A indústria musical deve adotar protocolos similares sempre que lida com expressões religiosas? Para mais conteúdos de entretenimento, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / BRUNINI