Moção regional quer fixar médicos e cortar custos na saúde pública
Universidade Federal do Pampa (Unipampa) – Prefeitos da Fronteira Oeste e da Campanha formalizaram recentemente uma moção que reúne 30 municípios para sustentar o recém-autorizado curso de Medicina no campus Bagé. A ofensiva política busca acelerar a abertura das vagas e, com isso, reduzir a dependência de grandes centros por atendimento especializado.
- Em resumo: Aliança municipal vê a graduação como peça-chave para reter profissionais e aliviar gastos com remoções.
Pressão política contrasta com crítica do Conselho de Medicina
O documento chega um mês depois de o Conselho Regional de Medicina do RS classificar a autorização do Ministério da Educação como “populista e contraditória”. Em nota enviada à GZH, a entidade reafirmou que Bagé carece de hospitais-escola e insumos para garantir formação de qualidade.
“Sem infraestrutura adequada, colocar mais um curso na região é populismo e pode comprometer a formação dos estudantes”, diz o parecer do Conselho.
Interiorização da saúde: oportunidade ou risco?
As prefeituras alegam que o interior gaúcho gasta até 30% a mais com transporte de pacientes para Porto Alegre. A experiência de outras universidades federais aponta que 60% dos recém-formados permanecem na cidade onde estudaram, dado usado como trunfo pelos defensores da Unipampa. O histórico do programa Mais Médicos reforça o argumento: municípios com escolas médicas costumam ter melhor fixação de profissionais.
O que você acha? Medicina em Bagé é solução real ou promessa vazia? Para mais análises regionais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Unipampa