Gasto bilionário pressiona reservas militares e acende alerta em Washington
Donald Trump enfrenta críticas crescentes após 55 dias de bombardeios que drenaram mais de US$ 20 bilhões do orçamento bélico norte-americano, segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).
- Em resumo: EUA já utilizaram mais da metade de quatro modelos-chave de mísseis, reduzindo prontidão para novos conflitos.
Metade do arsenal avançado já foi disparado
Levantamento do CSIS citado pela Reuters indica que Tomahawk, Patriot e outros sistemas de longo alcance sofreram desgaste acelerado. O número supera o PIB anual de países como Montenegro e Guiana, dimensionando o impacto financeiro.
“Guerras podem ser travadas ‘para sempre’ e com muito sucesso, usando apenas esses suprimentos”, afirmou Trump no início de março, minimizando a escassez.
Risco geopolítico e reposição lenta
Embora o Pentágono tenha fechado contratos emergenciais com a Raytheon e a Lockheed Martin, especialistas lembram que o ciclo produtivo de um míssil de última geração ultrapassa quatro anos. Durante esse intervalo, rivais estratégicos – como a China – podem enxergar brechas na defesa aérea norte-americana.
Para analistas da Rand Corporation, cada dia de guerra adiciona cerca de US$ 500 milhões em custos logísticos, sem contar a necessidade de reabastecer aliados dependentes, como Ucrânia e Israel. Caso esse ritmo continue, o orçamento de defesa de 2026 (previsto em US$ 892 bilhões) pode ter 6% redirecionado apenas para recompor estoques – percentual semelhante ao registrado após a Guerra do Golfo em 1991.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters