Porta-voz retorna de licença e amplia tensão política nos EUA
Casa Branca – Em sua primeira aparição pública após iniciar licença-maternidade, a porta-voz Karoline Leavitt atribuiu o atentado contra Donald Trump, ocorrido no último sábado, a um “culto de ódio da esquerda”, horas antes de o suspeito Cole Thomas Allen ser ouvido pela Justiça federal.
- Em resumo: Governo culpa militância de esquerda por tentativa de atentado durante a tradicional Jantar de Correspondentes.
Discurso duro ecoa em ano eleitoral polarizado
Falando no mesmo salão de imprensa onde costuma rebater críticas à administração, Leavitt afirmou que a armação de Allen “não nasceu do nada” e seria fruto de um clima de hostilidade crescente contra o ex-presidente. A declaração foi dada enquanto veículos como a Reuters contextualizam o episódio na escalada de violência política que marca a pré-campanha de 2026.
“É hora de reconhecer que o culto de ódio da esquerda passou dos posts em redes sociais para ações armadas”, disse Karoline Leavitt ao encerrar a coletiva.
Histórico de ameaças reforça debate sobre segurança presidencial
Embora agentes do Serviço Secreto tenham contido Allen antes de qualquer disparo, o incidente revive lembranças de ataques a figuras públicas nos EUA, como o caso de Gabrielle Giffords em 2011. Especialistas em segurança ouvidos por universidades americanas apontam que eventos de grande visibilidade – como a Jantar de Correspondentes, que reúne imprensa, celebridades e políticos – criam janelas de vulnerabilidade apesar dos protocolos rígidos. Dados do Congressional Research Service mostram que tentativas de agressão contra presidentes ou ex-presidentes aumentaram 35 % na última década, impulsionadas pelo extremismo doméstico.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters