Infiltração paralisa principal espaço cênico de Porto Alegre
Teatro Renascença – Entre 24 de abril e 1º de maio, a histórica casa de espetáculos voltou a fechar as portas depois que goteiras no telhado encharcaram todo o palco e inviabilizaram apresentações.
- Em resumo: Falha na calha alagou o palco, cancelou o espetáculo “Oceânica” e adiou o Prêmio Açorianos de Literatura.
Obra de R$ 3,6 milhões não resistiu a nova chuva
Reformado após a enchente de maio de 2024, o prédio recebeu reparos de R$ 3,6 milhões, mas a estrutura cedeu menos de um ano depois. Segundo a Secretaria Municipal da Cultura (SMC), cerca de 10 m² de calhas precisarão ser trocados por peças galvanizadas. Problemas semelhantes em equipamentos culturais têm se multiplicado, como mostrou reportagem recente do G1.
“É lamentável o nosso maior teatro municipal estar assim, sucateado, com camarins mofados, sem equipamento de luz suficiente”, registrou a produção da Casa Salto em vídeo nas redes sociais.
Produtoras contam prejuízos e cobram respostas
Somente a montagem de “Oceânica” perdeu entre R$ 10 mil e R$ 15 mil, valor que inclui locação de 20 refletores LED, tráfego pago e cachês de mais de 20 profissionais. Casos como esse afetam toda a cadeia criativa; dados do Observatório da Economia Criativa indicam que 68 % dos grupos independentes operam com capital de giro inferior a um mês, o que agrava o impacto de cancelamentos repentinos.
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Crédito da imagem: Divulgação / SMC Porto Alegre