Suécia alerta para possível racionamento de combustível de aviação

ELIANE RIBAS SCHEMELER
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Escalada no Oriente Médio pressiona cadeia de suprimentos e ameaça voos

Suécia — A ministra da Energia, Ebba Busch, emitiu recentemente um aviso precoce de que o país pode enfrentar falta de querosene de aviação devido à guerra contra o Irã, acendendo o sinal de alerta em aeroportos e companhias aéreas locais.

  • Em resumo: governo sueco considera racionar combustível para voos caso o mercado não se estabilize.

Aviso precoce aciona planos emergenciais

O comunicado baseia-se na avaliação da Agência de Energia, comandada por Caroline Asserup, que já estuda cenários de distribuição limitada. Segundo a ministra, a medida preventiva busca dar tempo para adaptação do setor aéreo, enquanto outros países europeus, como o Reino Unido, dizem “não ver escassez no momento”, informou a Reuters.

“Poderemos, no pior cenário, ter de racionar combustível de aviação, tudo dependerá da reação do mercado”, afirmou Caroline Asserup.

Impacto para companhias aéreas e passageiros

Quase 40% do querosene consumido na Escandinávia vem do Oriente Médio, região que já opera com rotas marítimas tensionadas. Analistas lembram que em 2022, após o choque de oferta causado pela guerra na Ucrânia, os preços do Jet A-1 saltaram 70% na Europa, efeito que pode se repetir.

Especialistas em logística aérea destacam que um racionamento forçaria companhias a rever malhas, priorizando rotas internacionais de maior demanda e encarecendo tarifas. Além disso, o Aeroporto de Estocolmo-Arlanda, hub crucial do norte europeu, poderia registrar atrasos se fornecedores reduzirem entregas.

O que você acha? A Suécia conseguirá evitar o racionamento ou os passageiros devem se preparar para voos mais caros? Para acompanhar outros desdobramentos globais, acesse nossa editoria de Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação / Middle East Eye

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