Declaração religiosa agita bastidores enquanto Senado avalia sua ida ao STF
Jorge Messias – durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado –, afirmou ser “totalmente contra o aborto”, embora apoie os casos já autorizados pela legislação brasileira.
- Em resumo: Indicado por Lula, o jurista defendeu exceções legais, mas frisou sua formação evangélica e se definiu como “servo de Deus”.
Posicionamento religioso ganhou holofotes
O tema foi introduzido por senadores alinhados a bancadas conservadoras; Messias respondeu que a defesa da vida “desde a concepção” reflete sua fé, movimento que ecoa discursos de outros ministros atuais, como Nunes Marques. Em análise da agência Reuters, a declaração foi vista como aceno à ala evangélica do Congresso que resiste à sua nomeação.
“Sou totalmente contra o aborto. Sou servo de Deus, mas respeito as hipóteses já consolidadas na lei”, frisou Messias diante dos parlamentares.
O que falta para a indicação ser confirmada
Após a sabatina, o relatório segue para votação no plenário; são necessários 41 votos favoráveis. Caso aprovado, Messias ocupará a cadeira que era de Rosa Weber, aposentada em setembro. O advogado ganhou notoriedade em 2016, quando, ainda na Presidência, apareceu em um áudio citado como “Bessias” durante a tentativa de nomeação de Lula à Casa Civil. Desde janeiro, exerce a Advocacia-Geral da União e, se chegar ao Supremo, formará maioria de indicados pelos últimos governos progressistas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Senado Federal