Europa e Ásia puxam a conta bélica enquanto tensões crescem
Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (SIPRI) – O novo levantamento divulgado nesta semana mostra que as despesas militares globais bateram US$ 2,88 trilhões em 2025, alta de 2,9% sobre 2024 e o 11º aumento anual consecutivo, abalizando a maior cifra da série histórica.
- Em resumo: China, Rússia e EUA concentram 51% do total, mas Europa lidera a expansão com salto de 14%.
Europa assume a dianteira no reforço de arsenais
Mesmo com corte de 7% no orçamento de defesa dos Estados Unidos, o continente europeu acelerou investimentos, refletindo a guerra na Ucrânia e o temor de novos conflitos de fronteira. Dados compilados pelo SIPRI e repercutidos pela BBC News indicam que, só em 2025, os países europeus injetaram US$ 70 bilhões adicionais em suas Forças Armadas.
“China, Rússia e EUA juntos representam 51% dos gastos militares mundiais, evidenciando um rearmamento das maiores potências”, aponta o relatório anual do SIPRI.
Brasil cresce 13%, mas perde espaço no PIB e na influência regional
Na 21ª posição do ranking, o Brasil destinou US$ 23,9 bilhões à defesa – aumento de 13% em um ano, porém expansão de apenas 1,6% na última década. A fatia de 1,1% do PIB dedicada às Forças Armadas fica distante da meta de 2% perseguida por membros da OTAN e abaixo da média latino-americana de 1,4%. Ainda assim, o país responde por 0,8% do desembolso global, à frente de vizinhos como Colômbia e Argentina.
Além do Brasil, a Guiana elevou outlays militares em 16%, motivada pela disputa do Essequibo com a Venezuela. Especialistas veem tendência de continuidade, já que Washington, Pequim e Moscou definiram programas plurianuais de modernização de armamentos convencionais e sistemas avançados – um ciclo que tende a pressionar economias emergentes a acompanharem a corrida.
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Crédito da imagem: Divulgação / SIPRI