Bastidores expõem como a ofensiva bolsonarista ruiu de última hora
Odair Cunha – Na noite de terça-feira (14), o deputado petista conquistou 303 dos 456 votos na Câmara e ocupará a vaga aberta pela aposentadoria de Aroldo Cedraz no Tribunal de Contas da União (TCU), transformando a sessão numa derrota emblemática para o PL de Flávio Bolsonaro.
- Em resumo: articulação de Flávio fracassou e PT garantiu maioria folgada para Cunha.
Flávio recua duas vezes e perde força entre aliados
Inicialmente, o senador havia lançado Hélio Lopes; depois, trocou o nome por Soraya Santos sob o argumento de “ampliar a presença feminina”. Horas antes da votação, porém, orientou o PL a apoiar Elmar Nascimento, gerando desconforto em sua própria base, segundo apuração da CNN Brasil.
“Meu apoio é para Soraya Santos, por ser mulher, qualificada e com boa articulação política”, declarou Flávio na semana anterior – discurso que não resistiu sete dias.
Por que a cadeira no TCU vale tanto poder
Além de fiscalizar cerca de R$ 5 trilhões do orçamento federal todos os anos, o TCU costuma pautar decisões que impactam privatizações, concessões e obras públicas. Hoje, apenas nove ministros compõem a corte; cada indicação altera o equilíbrio interno e pode reverberar em julgamentos de alto interesse econômico.
Cunha chega com currículo robusto: relator de 230 proposições que viraram lei, entre elas a que criou o Bolsa Família. Analistas lembram que o petista terá mandato vitalício até os 75 anos, influenciando auditorias de governo em pleno ciclo eleitoral de 2026.
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Crédito da imagem: Divulgação / Câmara dos Deputados