Pré-candidato fala em “farra dos intocáveis” e promete enfrentar Supremo
Romeu Zema declarou nesta segunda-feira (20) que ainda não recebeu qualquer comunicado oficial sobre o pedido de inclusão dele no inquérito das fake news, conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), classificando o movimento como sigiloso e sem amplo direito de defesa.
- Em resumo: Zema diz não ter sido notificado e acusa o STF de agir às escondidas.
Investigação nasceu de vídeo que satiriza Gilmar Mendes e Dias Toffoli
O pedido partiu do próprio ministro Gilmar Mendes, segundo apuração da Reuters, após o ex-governador publicar em março um vídeo no qual retrata Mendes e Dias Toffoli como fantoches no contexto do caso Master. Para Zema, o Supremo vem “intimidando” críticos ao abrir frentes de investigação sob sigilo.
“Parece que virou modus operandi fazer tudo em segredo; quando tomamos conhecimento, o processo já avançou”, criticou o pré-candidato do Novo durante entrevista à GloboNews.
Disputa de 2026 aquece: aliança ou confronto à direita?
Questionado sobre ser vice de Flávio Bolsonaro (PL), Zema descartou recuar e disse que manterá a própria candidatura “até o final”, argumentando que múltiplas candidaturas de direita podem repetir o cenário do Chile e convergir no segundo turno. Ele também defendeu anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, dizendo que as penas “ferem mais a democracia que as manifestações”.
O inquérito das fake news — aberto em 2019 e relatado por Alexandre de Moraes — já mirou figuras como empresários, influenciadores e parlamentares. Mesmo sob críticas de juristas sobre origem e escopo, o procedimento ganhou força ao mapear supostas redes profissionais de desinformação. Especialistas lembram que, em casos anteriores, o STF sinalizou tolerância zero a ataques institucionais, elevando o risco político para candidatos que adotem discurso de confronto.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1