Escalada sem precedentes pressiona elite política mexicana e desafia relações bilaterais
Governo dos Estados Unidos colocou o México sob holofotes ao denunciar, recentemente, o governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, um senador do Morena e mais oito autoridades locais por conluio com o cartel fundado por Joaquín El Chapo Guzmán e Ismael El Mayo Zambada.
- Em resumo: Washington mira a “narcopolítica” e torna Rocha Moya o mais alto funcionário mexicano formalmente ligado a um cartel.
Por que a acusação é considerada um “golpe maior”
A ofensiva consolida a estratégia de Donald Trump de ampliar sanções e processos contra autoridades supostamente corrompidas pelos cartéis. De acordo com especialistas ouvidos pela Reuters, envolver figuras eleitas expande o raio de ação judicial norte-americano e pode arrastar a governabilidade de Sinaloa para um impasse diplomático.
“Acusar al gobernador de Sinaloa, Rubén Rocha, así como a un senador de Morena y a otros ocho funcionarios, de colusión con el cartel fundado por El Chapo Guzmán y El Mayo Zambada.”
Impacto regional e risco de efeito dominó
Além de ameaçar investimentos em Sinaloa — responsável por 30% da produção agrícola mexicana —, o processo reforça o uso do KINGPIN Act, lei que permite congelar bens nos EUA e bloquear transações globais. Em 2023, medida similar paralisou US$ 1,2 bilhão em ativos ligados ao cartel de Jalisco, sinalizando que governadores não estão mais a salvo.
Analistas lembram que a pressão sobre autoridades locais costuma levar a disputas internas nos partidos e a realinhamentos de poder. Caso se confirme, a ação contra Rocha Moya pode abrir precedente para outras entidades federativas onde cartéis influenciam eleições.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters