Paraguai aceita 25 deportados de terceiros países em novo acordo

ELIANE RIBAS SCHEMELER
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País mira incentivos financeiros enquanto Cone Sul observa movimento dos EUA

Paraguai confirmou que aceitará 25 migrantes deportados de países terceiros, fruto de um acordo milionário fechado com a administração Trump em 21 de abril de 2026, movimentando o debate sobre a terceirização das políticas migratórias norte-americanas.

  • Em resumo: Washington pagará para que Assunção receba estrangeiros sem vínculo legal com os EUA.

Acordo financiado por Washington amplia política de terceirização

Segundo reportagem da agência Reuters, o Departamento de Segurança Interna norte-americano tem firmado contratos similares desde 2019, quando programas-piloto envolveram Guatemala e Honduras. Agora, o Paraguai entra na lista, garantindo recursos que cobrem logística, segurança e reintegração dos deportados.

“The Trump administration has signed multimillion-dollar deals with foreign countries to accept non-citizen deportees.” — Al Jazeera, 21/04/2026

Contexto regional e possíveis impactos

Especialistas lembram que, em 2020, os EUA gastaram mais de US$ 300 milhões em acordos de repatriação, sinalizando uma estratégia contínua de conter fluxos migratórios na fronteira sul. Para o Paraguai, que registra um PIB per capita inferior ao da média sul-americana, a entrada de recursos oferece alívio fiscal, mas traz incertezas sobre integração social e pressões nos serviços públicos.

O que você acha? Medidas assim fortalecem ou fragilizam a gestão migratória na região? Para mais análises sobre política internacional, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / Al Jazeera

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