Frente ampla corre para lançar programa comum antes das convenções
Juliana Brizola abriu espaço, nesta quarta-feira (22), para que o PSOL se somasse oficialmente à aliança PDT-PT que tenta retomar o Palácio Piratini em outubro, reforçando a candidatura que tem Edegar Pretto como vice.
- Em resumo: Após debate interno, PSOL sela apoio crítico e entrega 10 propostas prioritárias.
Esquerda sela pacto para enfrentar avanço da extrema direita
O anúncio, realizado na sede do PDT em Porto Alegre, contou com lideranças de PCdoB, PV, Rede Sustentabilidade e PSB. Todos citaram o crescimento das siglas conservadoras, impulsionadas pela pré-candidatura de Luciano Zucco (PL). Segundo dados reunidos pela agência Reuters, partidos de direita elevaram em 25% o número de filiados no estado desde 2022, o que pressiona ainda mais a união da esquerda.
“Chegou a um limite: a necessidade é maior que nossas diferenças”, afirmou Juliana, minimizando temores sobre o caráter “crítico” do apoio psolista.
Próximos passos: programa de governo e maratona de debates
Vieira da Cunha, coordenador da campanha, confirmou que as reuniões técnicas do grupo começam na próxima segunda-feira para elaborar um documento único. A ideia é transformá-lo em seminário público em junho, preparando o terreno para as convenções entre 20 de julho e 5 de agosto.
Nos bastidores, estrategistas lembram que alianças amplas já decidiram pleitos anteriores no Rio Grande do Sul. Em 2018, quando a esquerda foi pulverizada, o campo progressista ficou fora do segundo turno. Em 2022, a recomposição parcial garantiu aumento de cadeiras na Assembleia, mas ainda insuficiente para conter pautas ultraliberais. Agora, a presença do PSOL — que obteve quase 10% dos votos para deputado federal no último ciclo — pode ser determinante para retomar o eleitorado jovem e urbano.
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Crédito da imagem: Divulgação / Sul21