Lavagem de dinheiro em criptoativos coloca funkeiro no centro de mega investigação
MC Poze do Rodo foi detido na manhã de 15 de abril durante a Operação Narcofluxo, deflagrada pela Polícia Federal, que o aponta como peça-chave em um suposto esquema de lavagem de R$ 1,6 bilhão. A prisão do cantor – exibida ao vivo pela Band – mobilizou 200 agentes em quatro estados e no Distrito Federal.
- Em resumo: Funkeiro é suspeito de integrar rede que usava criptoativos e dinheiro vivo para ocultar origem de R$ 1,6 bi.
Como funcionava o suposto esquema bilionário
Segundo a PF, a organização criminosa articulava transações complexas que iam de carteiras de criptomoedas a malotes de dinheiro em espécie, passando por operações bancárias de alto valor. De acordo com apuração paralela do G1, o uso de “laranjas” e empresas de fachada dificultava o rastreamento dos recursos.
“O grupo utilizava métodos sofisticados para ocultar o rastro do dinheiro, incluindo o uso de criptoativos, transporte de valores em espécie e operações bancárias de alta monta para dissimular a origem dos recursos.”
Impacto para a carreira e próximos passos na Justiça
A detenção ocorre no pico de popularidade do artista, que acumula mais de 9 milhões de ouvintes mensais nas plataformas de streaming e contratos publicitários em andamento. Agora, seus shows podem ser suspensos até a análise do habeas corpus que será apresentado pelo advogado Fernando Henrique Cardoso Neves.
Especialistas em direito penal explicam que, se condenado por associação criminosa e evasão de divisas, Poze pode pegar pena superior a dez anos. Além disso, o sequestro de bens determinado pela Justiça Federal de Santos congela veículos de luxo e possíveis royalties futuros, afetando diretamente o caixa da equipe do cantor.
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Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Federal