Navio MV Hondius segue no Atlântico enquanto Espanha traça plano de resgate seguro
Organização Mundial da Saúde (OMS) – O órgão declarou que cinco passageiros do cruzeiro MV Hondius testaram positivo para hantavírus, enquanto outros três permanecem sob suspeita, reforçando o alerta internacional sobre a rota marítima rumo a Tenerife.
- Em resumo: Evacuação será por lancha, sem desembarque direto nas Canárias.
Evacuação sem contato e tensão entre governos
O presidente das Canárias, Fernando Clavijo, confirmou que o navio não atracará no arquipélago; todos os exames e transferências ocorrerão em alto-mar. O Ministério da Saúde da Espanha esclareceu que os viajantes serão avaliados a bordo antes de qualquer remoção. Segundo a Reuters, protocolos semelhantes foram adotados na Europa durante surtos anteriores de doenças respiratórias.
“Os passageiros não sairão do navio até que o transporte de repatriação esteja pronto”, informou a Proteção Civil espanhola.
Ponto de partida do surto ainda em investigação
A OMS apura se um casal neerlandês — que morreu após excursão de observação de aves por Uruguai, Chile e Argentina — teria levado o vírus ao cruzeiro. Antes do alerta, 30 turistas de 12 nacionalidades desembarcaram na remota ilha de Santa Elena, aumentando o esforço de rastreamento internacional.
Risco sanitário e histórico da doença
Com letalidade média de 38%, o hantavírus é transmitido principalmente por aerossóis de fezes de roedores. Em ambientes fechados, como cabines de navio, a propagação pode ser acelerada. A Oceanwide, proprietária do MV Hondius, garante que filtros HEPA foram instalados e áreas comuns, isoladas. Especialistas lembram que surtos marítimos são raros: desde 2002, apenas três ocorrências envolvendo cruzeiros foram registradas globalmente, todas contidas antes do desembarque.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters