Tríplice agenda mira comércio, clima e fortalecimento institucional
Lula – o presidente brasileiro embarca nesta quinta-feira, 16/4, para uma maratona diplomática que promete destravar pactos bilionários e levar ao centro da mesa o debate sobre democracia no pós-pandemia.
- Em resumo: três países, seis reuniões de alto nível e uma ofensiva para concluir o acordo Mercosul-UE.
Madri abre o roteiro com foco no Mercosul-UE
A passagem inicial pela Espanha inclui encontro com o premiê Pedro Sánchez e líderes empresariais locais. Segundo levantamento da Reuters, as exportações brasileiras ao bloco europeu podem crescer até US$ 10 bi anuais se o acordo Mercosul-UE finalmente sair do papel.
“O diálogo político é essencial para superar as pendências ambientais e assegurar ganhos mútuos”, reforçou um assessor do Itamaraty envolvido na negociação.
Berlim e Lisboa: transição energética e defesa da democracia
Em Berlim, Lula será recebido pelo chanceler Olaf Scholz para discutir financiamento verde e participação brasileira na cadeia de hidrogênio sustentável, além de alinhar posições sobre a guerra na Ucrânia. Já em Lisboa, o presidente deve assinar memorandos com António Costa focados em mobilidade acadêmica e cooperação tecnológica, culminando na solenidade que marca o “Dia de Portugal” para a comunidade luso-brasileira.
O giro ocorre num momento em que governos europeus apertam as exigências ambientais – condição decisiva para que o acordo com o Mercosul seja ratificado ainda em 2024. Analistas lembram que a União Europeia é hoje o segundo maior destino de produtos brasileiros, atrás apenas da China, o que amplia o peso político das negociações.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ricardo Stuckert