Troca relâmpago de senadores selou a derrota do relatório explosivo
PL, PP e Novo – os três partidos que lideraram a ofensiva na CPI do Crime Organizado – viram, recentemente, sua tentativa de indiciar Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e o procurador-geral Paulo Gonet naufragar por 6 votos a 4.
- Em resumo: governo articulou substituições de última hora, virou o placar e arquivou o pedido de impeachment dos ministros.
Como o Planalto mudou o jogo em minutos
A articulação governista envolveu a retirada de críticos à Corte, como Sergio Moro, e a entrada de nomes alinhados ao Palácio do Planalto, estratégia que assegurou a rejeição do parecer. Segundo apuração da CNN Brasil, Lula monitorou pessoalmente a movimentação para evitar um desgaste maior na relação com o Supremo.
“Os ministros atuaram de forma incompatível com o decoro”, sustentou o relator Alessandro Vieira ao defender o indiciamento por crime de responsabilidade.
Por que a tensão entre Senado e Supremo preocupa
Pedidas de impeachment contra ministros do STF não são inéditas: desde 2019, mais de 60 foram protocoladas, mas nenhum avançou na Casa. Especialistas em direito constitucional lembram que o STF, ao ampliar o uso de inquéritos de ofício, passou a ser alvo frequente de críticas de parlamentares conservadores.
Além disso, os laços citados entre integrantes da Corte e o Banco Master reacenderam o debate sobre conflito de interesses no Judiciário. O mercado financeiro acompanha o caso de perto, pois eventual abertura de processo de impeachment poderia abalar a previsibilidade institucional – um dos pilares para a confiança de investidores.
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Crédito da imagem: Divulgação / Poder360