Suécia freia aulas digitais e volta aos cadernos na rede pública

ELIANE RIBAS SCHEMELER
3 Leitura mínima

Corte no uso de tablets promete priorizar leitura profunda e escrita manual

Suécia – Nas últimas semanas, o governo sueco iniciou a distribuição de livros impressos para alunos do ensino fundamental, substituindo gradualmente os tablets que dominavam as salas de aula desde 2018.

  • Em resumo: Escolas públicas devem limitar telas até o 3º ano, reacendendo o debate sobre aprendizagem digital.

Decisão política coloca freio em tendência global

O recuo foi formalizado depois que o Ministério da Educação encomendou estudos sobre o desempenho de leitura. De acordo com a ministra Lotta Edholm, “as crianças precisam dominar a letra cursiva antes de navegar pela internet”. Relatórios da BBC News apontam que o investimento em tecnologia escolar chegava a € 63 milhões anuais.

“Estamos agindo para recuperar a atenção e a compreensão de texto, que caíram significativamente na última década”, declarou Edholm ao apresentar o novo plano curricular.

Especialistas divergem sobre impacto cognitivo e social

Pesquisas citadas pela Unesco em 2023 mostram que estudantes que leem em papel retêm até 25% mais informação do que aqueles que só usam telas. Já a Associação Sueca de Startups EdTech questiona a mudança: alertam que privar crianças de dispositivos pode ampliar o gap digital em um país que lidera rankings de inovação.

Histórico ajuda a entender o choque: em 2013, a Suécia foi pioneira ao adotar plataformas online em 90% das escolas. Contudo, os resultados do PISA 2022 revelaram queda de 11 pontos em leitura, reforçando o argumento dos defensores do papel.

O que você acha? Voltar ao lápis melhora mesmo o aprendizado ou atrasará jovens na economia digital? Para mais análises sobre educação e tecnologia, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / BBC News

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