Trump amplia cessar-fogo com Irã em 24/03/2026 e vê apoio ruir

ELIANE RIBAS SCHEMELER
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Recuo marca a sétima mudança de rota e ameaça a base republicana

Donald Trump — A menos de oito meses das eleições de meio de mandato, o presidente estendeu por tempo indeterminado o cessar-fogo na guerra contra o Irã, contrariando o próprio prazo que venceria nesta terça-feira.

  • Em resumo: trégua continua, rejeição chega a 62% e 46% dos republicanos já duvidam do equilíbrio do presidente.

Sétimo recuo em série pressiona popularidade

A decisão foi anunciada após pedido do Paquistão e mantém o bloqueio do Estreito de Ormuz, medida que Teerã classifica como “continuidade da guerra”. Segundo pesquisa Reuters/Ipsos, a desaprovação de Trump alcança o maior patamar desde 2024, com queda perceptível até entre conservadores — número que a Reuters destaca em suas análises.

“Metade do Partido Republicano teme que o presidente não seja equilibrado o suficiente para conduzir um conflito prolongado”, aponta o levantamento.

IA iraniana ironiza Casa Branca enquanto eleição se aproxima

Em resposta, a mídia estatal do Irã divulgou vídeo gerado por inteligência artificial dizendo “Cale a boca, Trump”, explorando a indecisão norte-americana. A peça viraliza nas redes e amplia o desgaste internacional do republicano. Analistas lembram que, em conflitos anteriores — como a retirada parcial da Síria em 2023 — mudanças de posição similares custaram pontos cruciais de aprovação.

Impacto nas urnas de 2026 e no tabuleiro global

Para Oliver Stuenkel, professor da FGV convidado do podcast “O Assunto”, a dependência de apoio interno no Congresso torna cada recuo mais caro. “A perceção de força é central para Trump; quando ela falha, respinga na capacidade de aprovar agendas domésticas”, avalia. Estudos do Carnegie Endowment mostram que presidentes que registram rejeição acima de 60% a menos de um ano do pleito perdem, em média, 25 cadeiras na Câmara.

O que você acha? A extensão da trégua fortalece a diplomacia ou enfraquece a imagem dos EUA? Para acompanhar outras análises internacionais, visite nossa editoria Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação / Reuters

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