Ausência amplia incerteza sobre defesa no caso de pressão tarifária
Eduardo Bolsonaro – réu por suposta pressão junto ao governo dos Estados Unidos para elevar tarifas contra o Brasil – não entrou na videoconferência de interrogatório marcada pelo ministro Alexandre de Moraes em 14 de maio, aumentando o impasse jurídico.
- Em resumo: sem defensor particular, o ex-deputado será representado pela Defensoria Pública da União.
Videoconferência vazia e reação do Supremo
A sala virtual ficou aberta por minutos, mas ninguém do lado da defesa apareceu. Segundo relato da CNN Brasil, Moraes manteve o andamento do processo mesmo sem o depoimento, destacando que o réu não é obrigado a falar.
“O depoimento estava previsto para ocorrer por meio de videoconferência, mas o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não entrou na sala virtual.”
Entenda o processo e os possíveis riscos
A denúncia aceita por unanimidade em novembro de 2025 aponta que Eduardo atuou para sustar vistos de ministros brasileiros e pressionar por um tarifaço contra exportações nacionais. Ele responde por coação no curso do processo, crime que pode render até quatro anos de reclusão e multa.
Especialistas lembram que, desde que perdeu o mandato por faltas sucessivas, o ex-parlamentar reside nos Estados Unidos. Caso a pena supere dois anos, a Justiça pode pedir extradição, hipótese considerada rara mas prevista em acordos bilaterais de cooperação.
O que você acha? A ausência reforça a estratégia de silêncio ou apenas adia o inevitável? Para mais análises de bastidores, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil