Contrariando dados, líder policial britânico é pressionado por grupos civis
Mark Rowley – O comandante da Polícia Metropolitana de Londres foi acusado, recentemente, de propagar “desinformação perigosa” ao afirmar que organizadores de protestos pró-Palestina pretendiam marchar perto de sinagogas na capital britânica.
- Em resumo: Organizadores e rabinos dizem que nenhuma rota de 16 de maio toca sinagogas, contestando as declarações de Rowley.
Organizadores rebatem versão oficial
Ryvka Bernard, da Palestine Solidarity Campaign, classificou as falas como “desonestas” e capazes de inflamar tensões. Lindsey German, da Stop the War Coalition, acrescentou que “jamais” houve pedido para percorrer templos judaicos. A crítica ecoa num momento em que o revisor independente das leis antiterror do Reino Unido sugeriu moratória às marchas – tema que ganhou destaque na agência Reuters após um ataque à faca em Golders Green, bairro judeu do norte de Londres.
“Nenhuma de nossas marchas ou rotas propostas jamais teve como alvo uma sinagoga.” – Ryvka Bernard
Por que a polêmica importa para além de Londres
Desde 2023, os atos pelo cessar-fogo em Gaza reúnem centenas de milhares de pessoas na Europa. Pesquisas do Institute for Jewish Policy Research indicam que, no Reino Unido, 8 em cada 10 judeus se sentem menos seguros após episódios de violência antissionista, enquanto grupos de direitos civis temem que restrições generalizadas associem, indevidamente, ativismo pró-Palestina a antissemitismo.
Especialistas em policiamento lembram que a Lei de Ordem Pública britânica já permite à Met limitar rotas para proteger locais de culto, sem necessidade de proibições amplas. Juristas alertam que decisões baseadas em premissas falsas podem fragilizar a confiança entre manifestantes e autoridades, cenário que Londres tenta evitar desde os protestos antirracistas de 2020.
O que você acha? Declarações como as de Rowley ajudam ou prejudicam a segurança pública? Para mais análises da editoria internacional, visite nossa página Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / AFP